30 junho 2011



Boa noite gente, com o lançamento do Projeto Gastro Feliz de Bem Com a Nova Vida", estou focando mais em falar aqui sobre a cirurgia bariátrica, seus riscos, benefícios e complicações.
Nos próximos posts explicarei os motivos mais detalhadamente, pois este post já será grande o bastante. Então... Vamos a ele!










A obesidade é considerada a epidemia do século XXI. São muitos os estudos e pesquisas sobre essa doença que atinge 33% da população mundial. Um dos tratamentos considerados revolucionários é a cirurgia bariátrica (ou redução de estômago, em suas mais diversas técnicas), porém ela apresenta ressalvas e só têm resultados plenos quando realizada na hora certa, com pacientes preparados física e emocionalmente. A obesidade é uma doença multifatorial, onde estão em jogo causas orgânicas, psíquicas e sociais. Isso faz com que ela se torne uma patologia complexa, exigindo tratamento multidisciplinar. Os pacientes só devem ser encaminhados para a cirurgia bariátrica após o insucesso dos tratamentos clínicos.

“Só discutimos a opção do procedimento cirúrgico, quando a obesidade começa a gerar outras patologias, como diabetes, hipertensão, problemas articulares e dislipidemias, o que pode ocasionar complicações
cardíacas, renais e limitações ortopédicas”. Mesmo assim é relevante lembrar as contraindicações, pois toda e qualquer cirurgia implica em riscos e consequências. Vale citar que, segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de mortes após o procedimento é de um a cada 500 pacientes operados (0,2%). O risco de óbito chega a 1,5%. “É importante medir a relação risco-benefício. Essa cirurgia é contraindicada, por exemplo, para pacientes com distúrbios psiquiátricos ou cardiopatias graves”. A pessoa só deve ser autorizada a realizar a operação após avaliação com cardiologista, pneumologista, gastroenterologista, endocrinologista, psicólogo, entre outros.

Pós operatório 
Clinicamente, o pós-operatório da cirurgia de redução de estômago não é simples nem confortável. Por ser restritiva, os pacientes não conseguem comer grandes quantidades, podendo apresentar náuseas e vômitos. Nos primeiros dias, a dieta é liquida e fracionada. Nessa fase, os recém-operados devem ser acompanhados periodicamente, com exames clínicos e laboratoriais, devido ao risco de desenvolverem um quadro de má absorção de nutrientes, o que pode levar à desnutrição e anemias. “Portanto torna-se necessária a reposição adequada de vitaminas e nutrientes quando algum problema é detectado pelos exames. 

Se não seguir as recomendações, o paciente corre o risco de ter complicações, como infecções e neuropatias”. Uma questão tem me chamado  à atenção...Com o passar do tempo, alguns pacientes não é o meu caso aprendem, que comendo pequenas quantidades, mais vezes, eles conseguem burlar a cirurgia. Assim, voltam a ganhar peso. “Os pacientes com compulsão alimentar, se não acompanhados com psicólogos no pós-operatório, voltam a engordar”. A cirurgia bariátrica, não é um tratamento estético, mas um recurso terapêutico. A indicação deve ser muito precisa, respeitando critérios como o IMC acima de 40, avaliação e acompanhamento multidisciplinar, para que estejamos seguros do beneficio da cirurgia do ponto de vista médico.


Mudança principal deve estar na mente. 
A questão emocional tem papel decisivo no desencadeamento da obesidade. Da mesma forma, este fator é muito importante na cirurgia bariátrica, tanto no pré quanto no pós-operatório.Na maioria dos casos de obesidade o que está em jogo não é a fome em seu sentido fisiológico. “O alimento assume o caráter de objeto compensatório e toma a dimensão de uma compulsão alimentar. O paciente come sem o objetivo de saciar a fome, mas sim para atender seus anseios emocionais”. Esse é mais um dos motivos pelos quais a indicação da cirurgia bariátrica deve ser muito precisa, pois, no contrário, pode gerar complicações sérias e preocupantes.  As consequências de enviar um paciente despreparado emocionalmente para esta cirurgia podem ser desastrosas, com aparecimento de alcoolismo, tabagismo, compulsão sexual, compulsão por compras, depressão, entre outros, além, é claro, da perpetuação do sentimento de fracasso nos casos em que o paciente volta a ganhar peso. A possibilidade de o operado deslocar sua compulsão alimentar para uma outra forma de lidar com seus conflitos existe. 

É fundamental o paciente se desfaça da ideia equivocada de que o cirurgião vai libertá-lo do mal que o oprime. Esta é uma responsabilidade da qual o  obeso não pode escapar. Cabe a ele estar completamente envolvido com as consequências impostas pela decisão de emagrecer através da cirurgia. Para aqueles que entregam o problema para o médico, atribuindo-lhe a responsabilidade pelo emagrecimento, as possibilidades de sucesso no pós-cirúrgico diminuem consideravelmente.


Beijos gente! até amanhã!!!
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