Preconceito e discriminação contra pessoas portadoras da obesidade.

20 novembro 2011

"A pedido da leitora Vivi Ramos,através da página do projeto no Facebook, resolvi falar sobre o preconceito sofrido pelos obesos. Este texto é repetido, foi escrito por mim, para descrever o projeto Gastro Feliz, para quem já leu será somente uma forma de lembrar o que visa nosso projeto, e quem ainda não teve a oportunidade, pode conhecer um pouquinho dele!!! Espero que o texto possa acrescentar algo a todos que o lerem!!!
A idéia do Projeto Gastro Feliz - De Bem Com a Nova Vida , surgiu à partir de uma experiência pessoal, que vivenciei na mesa de cirurgia,quando me submeti à gastroplastia,em 15/12/2010. Este projeto, visa garantir dignidade às pessoas portadoras da obesidade, além de apoio psicológico aos pacientes pré e pós operados. Socialmente falando, as pessoas hoje portadoras de obesidade, enfrentam muitos problemas, que na maioria dos casos podem ser resolvidos pela cirurgia. O primeiro, e talvez um dos mais importantes, que merece ser ressaltado, é o preconceito e a discriminação, que muitas das vezes, começam dentro de casa. A sociedade e o meio onde vivemos, não estão preparados para conviverem com as diferenças, o que coloca o doente em situações constrangedoras a todo momento, e acaba por causar o agravamento da doença. O obeso sente-se a todo o momento excluído, pois não consegue realizar muitas das mais simples atividades, consideradas normais, devido ao seu grande porte e na maioria dos casos, aos problemas de saúde associados à obesidade. Não consegue facilmente uma posição no mercado de trabalho, pois os empregadores visam à imagem, antes de qualquer outra coisa. Esquecendo-se de que a pessoa gorda pode estar tão, ou mais capacitada do que uma magra na hora da seleção, já que o fato de ser gordo não anula a inteligência de ninguém, mas por mais que atendam perfeitamente aos pré-requisitos, a preferência na maioria das vezes, é de quem preenche aos requisitos físicos, como se o gordo não tivesse família pra sustentar, nem contas pra pagar no fim do mês. Nos ônibus, metrôs, cinemas, lanchonetes, igrejas... A todo momento, as pessoas obesas passam por constrangimentos nestes locais, pois os assentos foram feitos para pessoas magras, talvez, para comportarem mais “clientes” e aumentarem o fluxo de caixa, anulando desta forma, a vida social das pessoas com este problema. Pessoas obesas não se se sentam em cadeiras plásticas, pois correm o risco de as quebrarem, o que além da vergonha, ainda pode trazer sérios danos para sua saúde, que na maioria das vezes, já é frágil. Nem na hora de fazer suas compras, as dificuldades os deixam em paz, começando pelo preconceito dos vendedores, que só de verem um obeso entrando pela porta da loja, já olham diferente, e muitas das vezes o recebem dizendo... Olá! Desculpe-me, mas não temos o seu tamanho.(...) Quando conseguem ser bem atendidos, e vencem a “primeira etapa,” digamos assim, precisam passar pela segunda e não menos constrangedora, que é o provador. Alguns, em shoppings populares, por exemplo, são tão pequenos que o obeso simplesmente não cabe lá dentro. No mínimo desrespeitoso! Não poderia deixar de mencionar, que a obesidade está presente também na vida das crianças, e que o preconceito contra os pequenos gordinhos, é também muito grande, e que em muitas das vezes, o problema se desenvolve a partir daí. Estes são só alguns dos principais transtornos enfrentados pelos obesos, pois a lista é extensa e cada um tem a sua experiência pessoal. O que poderia ser feito para resolver o problema e amenizar o sofrimento das pessoas portadoras da obesidade? Antes de qualquer coisa, o posicionamento do governo, pois este é um problema de saúde pública, porém não é tratado com a devida importância. É vergonhoso falar do número de cirurgias realizadas hoje pelo SUS (Sistema Único de Saúde), no país. No decorrer de um ano, nem uma por mês, e muitos pacientes chegam a óbito, antes mesmo de serem operados, pois passam anos na fila e a doença se agrava cada vez mais. Um trabalho de prevenção e conscientização da população, que não é educada para conviver com as diferenças, e que leva uma vida sedentária, o que torna cada vez maior, o número de pessoas portadoras da obesidade mórbida, que é o grau mais elevado da doença, sem contar que os pais, como espelho que são, devem fazer um policiamento constante dentro de suas próprias casas, incentivando a prática de hábitos saudáveis, boa alimentação e atividade física!" (Lu Fernandes)
Esta foi a sugestão da Vivi, deixe a sua através de comentários, ela poderá ser o tema do meu próximo post!!!
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