E a cabecinha, como anda??

09 fevereiro 2012



Uma das inúmeras coisas que percebi após a minha cirurgia, é a importância da ajuda psicológica no decorrer do processo de emagrecimento e  na manutenção da meta alcançada.
Antes da cirurgia, eu usava a compulsão alimentar como um "calmante" para algumas tristezas, frustrações, ou algum projeto não realizado.
Hoje, não tenho mais como usar este "calmante", pois tenho um estômago que é 1/3 do que era antes da cirurgia.
Não adianta querer aliviar minhas tensões, nem amenizar meus sofrimentos comendo, me lembro até mesmo de  uma conversa que meu ortopedista teve comigo, antes de me dar seu parecer favorável...
Ele me disse que ninguém poderia passar a vida comendo e vomitando e que se eu não estivesse preparada para o que estaria por vir, seria esta a minha nova realidade.
Disse também, que poderia haver até uma troca de compulsão, caso eu não administrasse bem, as mudanças pelas quais estava prestes a passar.
Confesso a vocês, que não fiz nenhum acompanhamento psicológico antes, e nem faço hoje.
Trabalhei muito bem o meu emocional, estava firme e decidida no meu propósito e naturalmente fui me preparando.
É  claro que passei por entrevista com uma excelente psiquiatra, assisti à algumas reuniões da CVE (Clinica Cirurgica Video Endoscópica - Que é onde atende o meu médico), mas nada muito específico, a ponto de dizer que era um preparo psicológico pré operatório...
Li muito durante todo o processo e escrevi muito, acho que isso também foi um fator importantíssimo, já que no papel, externei todas as minhas emoções, e depois, relendo, me preparei para elas.
Consegui administrar bem o medo, as várias fases de transições que passamos depois da cirurgia, e por incrível que pareça, enfrentei bem, até algumas intercorrências que tive.
Amadureci muito, e hoje, ao ouvir das pessoas que me preparei muito bem emocionalmente, mesmo sabendo que poderia ter feito melhor, que poderia ter tido um melhor acompanhamento psicológico, sinto que não pulei nenhuma etapa e isso fez toda a diferença.
Não vivo vomitando, como o doutor me advertiu, pelo contrário, só vomito se passo mal, as vezes por comer rápido demais, por me esquecer de mastigar corretamente, com a vida corrida que se leva hoje em dia, acaba acontecendo as vezes.
Nunca passei mal por comer além do limite tolerado, esta foi uma das primeiras lições que aprendi... Respeitar meus limites.
Também não troquei minha compulsão alimentar, por nenhum outro vício.Não bebo, não fumo, não faço uso de nenhum tipo de droga, não desconto meus problemas nas compras, nem em sexo ou internet.
Aprendi uma coisa que por si só, fez valer todo o sacrifício... Uma coisa pela qual valeria a pena, e eu passaria por tudo novamente.
A prendi a resolver meus problemas!! A enfrentá-los, a não me esconder deles...
Se eu fosse madura o suficiente para ter feito isso antes, talvez nunca tivesse sequer atingido a obesidade.
Mas como sempre menciono aqui, tiro proveito de tudo, e uso todas as situações, sejam elas boas ou ruins, a favor do meu crescimento.
Aconselho a todos que pretendam passar pela cirurgia, a se prepararem para ela, da melhor forma possível, pois é isso que garantirá o sucesso a longo prazo!!
Top comentarista valendo gente!!!!!!!!!!!
bjs

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