Uma das maiores mudanças decorrentes da cirurgia bariátrica, é a auto estima elevada e a necessidade de recuperação dos valores!
No geral,quando as mulheres eliminam uma quantidade significativa de peso, acabam criando coragem para encarar o espelho, se sentindo mais bonitas, desejáveis, passam a sentir a necessidade de uma maior qualidade na vida amorosa/sexual, com isso, muitas das vezes, acabam sendo até radicais, e optando por uma separação... (Na maioria das vezes, o emagrecimento é só o chute no balde, a gota d´água que faltava para que o caldo se entorne.
Para especialistas que acompanham os obesos após o procedimento, a mudança de parceiro tem se tornado tão comum, que passou a ser tema de estudos.
“Essa é uma cirurgia que mexe com as relações humanas. A pessoa muda muito depois dela, e se tiver um casamento mais ou menos, ele irá com certeza acabar”. Dizem os especialistas.
Em 2009 foi feito um estudo neste sentido, com 20 mulheres que venceram a obesidade, depois da cirurgia bariátrica. Metade delas havia se separado. O resultado desta pesquisa, foi apresentado no
Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica, realizado em junho de 2010, em São Paulo.
O estudo deu prioridade ao comportamento das mulheres, porque somos nós, quem passamos pelas maiores transformações depois da redução do estômago.
A mulher não consegue conviver com essa infelicidade, quando começa a se sentir bonita e independente. O homem costuma resolver isso, mantendo um relacionamento paralelo.”
Se conseguimos emagrecer, porque não podemos ser felizes em um relacionamento? (É o que passa na cabeça feminina, na verdade achamos que se pudemos emagrecer, podemos tudo!)
Além da autoconfiança que chega com o emagrecimento, a mudança de rotina do casal, pode contribuir para o fim do casamento. Muda o cardápio, o tempo e a rotina das refeições, os interesses... Se o companheiro não se adaptar, até isso pode ser a gota d’água.
Uma vez mais confiante, com a auto estima elevada, a mulher passa a cobrar do seu companheiro novas atitudes, um novo posicionamento diante de determinadas situações, sente necessidade de ser elogiada, reconhecida, e muitas das vezes, tudo isso é algo que já não existe mais entre o casal.
Uma amiga gastroplastizada, separada, mas que prefere não ser identificada, me deu seu depoimento...
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Com 60 quilos a menos, passei a trabalhar, tinha menos tempo para a casa, para o marido e queria aproveitar a vida. Meu ritmo mudou. Engordei 45 quilos depois da primeira gravidez. Tentei a dieta da lua, do sol, do carboidrato, da sopa, e, como nada surtia efeito, me dei de presente a cirurgia, em julho de 2007. O divórcio veio dois anos depois. Comecei a me gostar e me valorizar. Passei a respeitar mais as minhas próprias opiniões, afirmou. Agora sou eu quem decido o que faço, tenho opinião própria. Eu resolvo minha vida, coisa que a obesidade, não me permitia fazer, ou melhor, que eu não me permitia fazer, devido à obesidade.
Hoje estou novamente casada, amando e sendo amada, vivendo minha vida do jeito que sempre acreditei merecer!! Estou sendo feliz, com uma pessoa que me valoriza.
Agora, meu ex marido, é quem não aceita o término da relação, mas não foi por falta de aviso.
As pessoas anulam-se e deixam-se anularem, por causa da obesidade, mas quando se veem livres do problema, querem recuperar todo o tempo perdido.
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Poisé gente, é devido à todas estas alterações comportamentais pós cirúrgicas, que os psicólogos pedem, que nenhuma decisão muito séria ou definitiva, seja tomada, antes que se complete pelo menos 1 ano de cirurgia, pois este é o período mais crítico, onde a perda de peso é maior, e as emoções encontram-se a "flor da pele", digamos assim!!!"
Bjos pra vocês e boa quarta feira!!!