Texto que utilizei ontem, na reunião da CVE

31 maio 2015

“O Peso do peso”
Dei uma rápida olhada no dicionário enquanto escrevia este texto e encontrei várias definições para esta palavra tão pequena e aparentemente tão inofensiva.
 Achei importante  ressaltar alguns sinônimos,  que tem muito a ver com a situação do obeso.
E  de forma direta nos causa  – opressão, culpa, incômodo, remorso, preocupação e um desconforto muito grande.
Já pararam para pensar nisso? Em como pesa carregar todo este peso?
Mais do que os muitos quilos visíveis a olhos nus que carregamos sobre o nosso corpo, nos maltratam os quilos invisíveis de destruição e sofrimento causados por eles.
A obesidade vista como doença nos coloca em um patamar de igualdade com outros doentes.
Porém na maior parte das vezes ela é vista como desleixe, relaxamento, preguiça, displiscência.
Sabe gente, muitas vezes eu me senti culpada pela situaçao em que me encontrava.
É também muito comum colocarmos a culpa em tudo à nossa volta.
Olha, mesmo se tivermos uma cozinheira em casa, ela não é responsável pelo que colocamos em nossa boca.
As pessoas nos presenteiam com chocolate, mas não nos obrigam a comê-los!
Nos fazem raiva o tempo inteiro, mas nunca foi noticiado que alguém agrediu outra pessoa enfiando-lhe um “Cheese Tudo” com Coca Cola guela abaixo.
Estamos desde sempre engolindo nossos próprios sentimentos como se isso fosse resolver nossos problemas.
Mas isso não acontecerá!
A caixa inteira de chocolates deliciosos  que você devora apenas para comemorar uma vitória ou para se consolar pela perda de um ente querido, acaba ali.
As consequências dessa atitude ficam para você e mesmo que agora não lhe aconteça nada, uma hora o corpo cobra.
Lembrem-se  de uma frase que eu sempre digo...
Ato + ato  + ato, vira hábito!
E é assim, de excesso em excesso, de quilo em quilo, que a gente sem perceber perde o controle.
Acredito que ninguém gostaria de ter precisado um dia, recorrer a esta medida tão extrema, que é a cirurgia bariátrica.
Mas precisamos!
Assumimos que não conseguiríamos mais lutar sozinhos e pedimos ajuda!
Não temos motivo algum para nos envergonhar por isso!
Pelo contrário.
Tivemos coragem de lutar por nós, por nossa saúde e qualidade de vida.
Chegamos até aqui por mérito, quem ainda vai operar, descobrirá algo muito importante:
- Quando dizem que redução de estômago é atalho, que é o caminho mais fácil, estão mentindo!
Julgando sem nenhum conhecimento de causa.
A cirurgia é a mais preciosa ferramenta para nos ajudar a conter nosso problema, mas sozinha ela também não consegue.
Meu conselho para vocês?
Cuidem muito bem desta ferramenta,  para poderem se beneficiar do seu melhor funcionamento.
Vocês, assim como eu, decidiram se livrar deste peso.
Esta decisão mudou a minha vida e com certeza mudará a de vocês, então não carreguem na consciência, um outro peso...
O de não terem feito a sua parte!

(Trechos extraídos do meu novo livro  “Chega de Engolir Sentimentos” e adaptados para a reunião)



Novo Blog!! "Rabiscos de Mim"

24 maio 2015




Bom dia pessoal!!
Hoje vim apresenta a vocês, minha nova plataforma de trabalho!!
Um blog novinho que usarei para falar sobre tudo, menos  obesidade e cirurgia bariátrica!
Lá escreverei sobre a vida, sobre mim, meus devaneios e minhas divagações.
Lá é Lu Fernandes por ela mesma!! rsrsr
Se quiserem fazer uma visitinha ficarei muito feliz!!
Se gostarem podem linkar e deixarem seus links nos comentários para que eu publique na minha listinhas do que leio.
Enfim, gente...
Excelente domingo a todos e que Deus nos abençoe sempre!!
bjossss

Dica de hoje!

23 maio 2015

Aos bariatrizados que desejam obter sucesso e permanecerem magros e saudáveis sempre, eu digo algo muito importante para que reflitam.
Tão importante quanto fazer a cirurgia bariátrica é viver como quem fez a cirurgia bariátrica.
Pensem no significado literal desta frase e se for de interesse, apliquem em sua vida!
Fazendo isso, garanto que não reganharão peso algum!

Palestra sobre Obesidade e Cirurgia Bariátrica.

21 maio 2015

Bom dia pessoal!!
Embora tenha publicado até regularmente aqui no blog, tenho escrito pouco!
Vocês devem compreender que para mim, existe uma distância muito grande entre o que escrevo e o que posto!
Tem acontecido muita coisa, mas nem tudo divulgo por aqui até mesmo por causa da correria, entre outras coisas.
Semana passada aconteceu algo que me deixou muito feliz!
Recebemos há mais de um mês, dr Hêmerson e eu, um convite vindo da coordenação da "Escola Técnica Municipal" da cidade de Sete Lagoas, para participarmos de um evento em comemoração aos 25 anos do curso de enfermagem da instituição.Uma palestra.
Em um primeiro momento fiquei insegura.
Afinal, não é todo dia que uma paciente é convidada para palestrar junto com seu médico.
Fiquei em dúvida se deveria aceitar o convite, se ele aceitaria o convite, se não pareceria ridícula.
Bem... Uma das minhas metas na vida, nesta  nova fase da
minha vida, é vencer meus medos.
Todos eles.
Aceitei.
O doutor também aceitou.
Foi na última terça feira, dia 12, e para mim, foi perfeito!
Chegamos no horário, o auditório estava cheio e antes da nossa participação houve todo aquele aparato político, claro!
Tudo bem!! O doutor tinha feito quatro cirurgias antes, meu dia havia sido bem corrido e complicado, mas ainda assim, embora cansados, ficamos muito satisfeitos.
Falamos sobre  obesidade e cirurgia bariátrica. Do que mais seria? rs
O doutor obviamente, sobre o procedimento, a parte técnica e tudo aquilo que ele domina tão bem.
Eu, sobre minha experiência com a cirurgia e como ela mudou minha vida.
Acho que as pessoas gostaram!
Aprenderam com o doutor e compartilharam da minha alegria em ter dado a volta por cima em um problema que maltrata tantas pessoas, como é a obesidade.
Para mim este foi mais um passo, mais um degrau.
E sinto-me muito grata a Deus pela oportunidade que ele tem me dado, de poder ajudar às pessoas que me procuram.
Sei que minha ajuda é pouca, quase nada frente à demanda de pessoas obesas e o descaso do governo com a saúde.
Mas cada um dá o que tem e sei que dentro das minhas possibilidades tenho feito o que consigo.
Agradeço também a Deus pela vida do doutor Hêmerson, que mesmo fora do consultório ou do bloco cirúrgico, faz tudo o que pode para melhorar a vida dos obesos, sejam eles seus pacientes ou não!
Seguem fotos do evento!

















Dicas da Lu!!

20 maio 2015

Prevenir nunca é demais, né?

Quem corre mais risco de voltar à engordar após a cirurgia da obesidade?

1-Pessoas que têm o hábito de beliscar. De pouco em pouco acabam comendo muito. 
*Estabeleça horários pré definidos para se alimentar e os respeite.

2-Comedores de doce compulsivos, sobretudo se não sentirem o dumping, (náuseas e fraqueza relacionadas ao esvaziamento rápido do estômago), que surge em pacientes operados após o consumo de alimentos doces ou gordurosos.
*Um docinho esporadicamente, tudo bem. Mas este alimento é hiper calórico, devendo ser evitado.

3- Adeptos de álcool ou refrigerantes. Com o tempo podem recuperar a capacidade de ingerir líquidos de forma ilimitada.
*Se não pode viver sem isso (o que eu acho bem difícil) pelo menos modere o consumo.

É importante ficarmos atentos, não me canso de repetir que a cirurgia é uma ferramenta, como usá-la a seu favor, só depende de cada um!!
Bjosss

Obesidade X Depressão X Cirurgia Bariátrica.

18 maio 2015

Obesidade X   Depressão X Cirurgia Bariátrica.

É muito difícil saber com clareza se é a obesidade que provoca a depressão ou a depressão que provoca a obesidade.
Diversos estudos já mostraram que ambos os transtornos estão interligados.
Tanto para depressão quanto para a obesidade, existem diversos fatores emocionais e sociais que estão envolvidos e provocam muito sofrimento.
É bem comum encontrarmos pessoas, principalmente jovens pré-adolescentes e adolescentes entrando na fase adulta, em que o excesso de peso e a baixa auto estima contribuem para uma depressão.
Ilusão. Esta é a palavra que define o ato de comer por impulso.
A pessoa que come  compulsivamente está colocando no alimento, uma série de fantasias e emoções, que as  levam a pensar que o alimento irá preencher o seu vazio existencial.
Para que haja uma melhora na qualidade de vida da pessoa que come de maneira descontrolada, é necessário o acompanhamento e a ajuda de um profissional.
Regimes e dietas adotados sem orientação e por conta própria, muitas vezes acabam se tornando outro ato compulsivo, ao invés de um tratamento adequado.
A vida agitada dos tempos atuais, correria, stress e tudo o que a modernidade tem oferecido, está contribuindo para o surgimento de muitos outros malefícios que antigamente não existiam ou  pelo menos não eram tão comuns,  como síndrome do pânico, ansiedade, bulimia e anorexia, por exemplo.
A alimentação pode ser um fator de relevante importância na vida de uma pessoa, a ponto de causar muito sofrimento psíquico, fazendo com que ela se isole do convívio familiar e social, além de colaborar com outros transtornos em sua vida afetiva e profissional.
Mesmo assim, eu digo e repito sempre que se deve pesquisar muito antes de optar ou se decidir pela cirurgia bariátrica, pois como tudo na vida, esta escolha também tem dois lados e o despreparo emocional pode trazer sérios problemas futuros.
O ideal é que a gastroplastia seja o último recurso, quando todos os outros, pelo insucesso já foram descartados e que a decisão seja amadurecida de forma responsável e segura.

(Texto extraído da minha coluna de maio, para a Revista Pratique)





De quem é o controle?

De quem é o Controle?

Que a obesidade maltrata, todos sabemos.
Que é uma doença e que não tem cura, também!
Talvez o que nos falte saber ou compreender, é que ela pode ser controlada, ao invés de estar no controle.
O nosso estado emocional, está diretamente ligado ao corpo físico, e muitas vezes nos deixamos envolver por situações e acontecimentos.
Comer é algo muito prazeroso e talvez por este motivo, seja tão difícil tomar as rédeas em alguns momentos.
Temos, desde sempre, o hábito de usar os alimentos como válvula de escape e compensação.
A comida precisa ser vista apenas, como combustível para o nosso corpo.
E para os vazios causados pela vida, devemos encontrar maneiras mais amenas e cabíveis para preencher.
Assim como o automóvel precisa ser abastecido para funcionar, nosso organismo também precisa de nutrientes para manter-se vivo.
Quando passamos a usar o alimento para suprir nossas necessidades emocionais, ele sobrecarrega nosso corpo e é aí que colocamos tudo a perder.
A mudança não é fácil e a repetição de atitudes erradas, rapidamente vira rotina e muitas vezes, quando nos damos conta já estamos em uma situação tão grave, que já não existe volta.
A obesidade chega em silêncio, não faz alarde!
Entra de mansinho. De quilo em quilo. Mas só fica, quando permitimos!
O controle é nosso, mas precisamos assumí-lo, antes que a doença o faça!

( Texto extraído da minha coluna do mês de abril, para revista Pratique)
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