Desabafo para evitar que portas se fechem para quem precisa de mim.

11 janeiro 2016


Bom dia galera!
Quero contar algo que me aconteceu hoje. Com isso conhecerão um pouco mais a meu respeito e saberão que sou BOA, o que não quer dizer que seja BOBA.
Como comumente acontece e eu nem ligo, uma candidata à cirurgia bariátrica me abordou no meu celular pessoal (que está até nos meus cartões, logo, realmente não ligo) pedindo ajuda.
Foi uma outra paciente bariatrizada e também minha amiga querida, quem sugeriu que me abordasse, com a melhor das intenções.
Ajudar a alguém que está completamente perdida, precisando operar e não sabe sequer por onde começar.
A fulana me abordou, nem perguntou se eu podia falar no momento e já foi despejando sua demanda.
Isso pra mim é super normal. São 5 anos de prática, tem uns que não dizem sequer muito obrigada... E na maior cara de pau, quando por ventura precisam novamente, voltam pedindo ajuda de novo como se nada tivesse acontecido.
Tudo bem, é o preço que pago com alegria (as vezes nem tanta alegria) pela escolha que fiz.
Mas daí a falar mal de mim, como se eu não tivesse mais nada pra fazer na vida a não ser atendê-la? Me poupe!
Estava no trânsito e devido à urgência que ela demonstrava, parei no sinal e dei respostas diretas, com telefone da clínica e tudo mais, para acalmá-la.
Não posso responder o que não sei. Não posso dirigir falando ao celular. Mas também não posso parar minha vida, toda vez que alguém me chama.
Se fizesse isso seriam 30 horas por dia, 7 dias por semana, só por conta...
Assim que parei tentei me informar com as secretárias sobre o que ela precisava, para poder ajudá-la melhor.
E quando pego o celular para dar o que ela tanto queria, o nome de um médico que atendesse seu convênio, recebo uma imagem dela.
Um print da tela da nossa conversa, que ela enviou tentou enviar para minha amiga, dizendo que sou grossa e que não queria mexida comigo. (Se tem uma coisa que definitivamente não sou, é grossa! Sou educada sempre. Até com quem não merece.)
Porém não teve o cuidado sequer de prestar atenção e mandou foi pra mim. Ou seja, falou mal de mim comigo mesma, enquanto eu tentava ajudá-la.
Estou postando apenas para dizer a quem possa ter a mesma opinião, (embora a opinião dos outros já tenha deixado de fazer diferença pra mim há muito tempo) que o fato de ser uma pessoa pública não me obriga a aceitar desaforos, já que sou eu quem paga minhas contas.
Óbvio que disse isso a ela!!! Na mesma hora!! Dei o nome do médico, (fiz até demais) mas ela terá que andar por suas próprias pernas, se quiser operar. Se guiar sozinha.
Ajudo por prazer, mas tenho outras coisas que precisam da minha atenção. (minha vida, talvez?)
Não recebo por minha ajuda, não tenho que responder watsapp às 3 da madrugada.
Me sugam como tenho certeza de que jamais fariam com seus médicos. E se esquecem de que estou prestando um trabalho VOLUNTÁRIO. NÃO. RECEBO. PARA. ISSO!!!
Posso me ausentar do face esporadicamente e não tenho que avisar previamente.
Posso querer ou precisar de um tempo pra mim. Sou um ser humano.
Um rélis ser humano que muitas vezes sente que tem sua boa vontade invadida, abusada, dilacerada, por meia dúzia de pessoas sem noção.
Tenho vida.
Amo o que faço. Faço por prazer, faço pra cumprir minha promessa... Mas amo mais ainda e faço questão, de ser respeitada!!! Certa vez meu próprio médico me disse, que quando a ajuda que você oferece, beneficia os outros mas prejudica a você mesmo, deixa de ser ajuda e passa a ser loucura.
Se ofereço consultoria paga, (valor simbólico por horas ouvindo, orientando e "agilizando o processo") me chamam de estrela, dizem que a "fama" (não sei que fama é essa, mas é isso que dizem) está me subindo à cabeça, e que antes eu não ligava pra dinheiro. Mas acontece que tenho aprendido que pra maioria, só tem valor quando tem preço...
Prometi ajudar, mas em nenhum momento prometi servir de capacho pra ninguém.
Já fiz muito isso quando sofria de obesidade. Agora sofro de amor próprio excessivo.
Enfim um desabafo, pois é por essas e outras que andam acontecendo ultimamente, (abusos que venho aguentando de pacientes bariátricos que acham que sou a extensão gratuita dos seus médicos)  que estou realmente revendo meus conceitos.
A cada dia tenho tido mais certeza de que o que é de graça, para alguns é o mesmo que nada.
Triste isso, pois sei que muita gente boa precisa e poderia receber minha ajuda.
Sem mais para o momento...
Att;



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