O peso de um simples número

09 outubro 2019


Sei que é isto é apenas um número e que ninguém é “apenas” um número. 

Mas sei também o que é ser julgado e hostilizado, por causa de um número.

 Muito além disso, sei o que ele representa quando se trata de saúde. 

Física e emocional. 


A frase “você é mais que um padrão” é linda!! 

Triste é saber que em detrimento dos padrões impostos por uma sociedade hipócrita e medíocre, o que está em questão é a vida de alguém. 


Alguém que sofre com uma doença que embora cresça a cada dia, ainda é vista como desleixe, preguiça e até safadeza. (odeio todos esses adjetivos)

Este número pra mim, significa que por quase uma década, tenho conseguido vencer a luta contra a minha doença. Através da cirurgia bariátrica. 

Através dos meus esforços diários. Apesar de uma sociedade que oprime o obeso, mas questiona a única forma de tratamento que a mantém sob controle.

 Sociedade doente, que na era da informação insiste em se manter desinformada e sem a menor pretensão de se colocar no lugar do outro.

#maisempatia #lugardooutro





















Sempre em frente

07 outubro 2019

Os dias escorrem silenciosos enquanto eu me divido entre planos, pesquisas, estudos e preparativos, momentos de euforia, momentos de ansiedade, exercícios de paciência e as tarefas de um cotidiano que ainda não pode ser deixado para trás. As mudanças previstas para este ano e também aquelas para as quais foram lançadas as sementes, mas que só devem dar frutos a longo prazo, já estão afetando o meu dia a dia. Aquele momento em que percebo que estou com os pés no ponto exato. Mais um passo e estarei dentro de um redemoinho de onde só poderei sair para encontrar tudo mudado. De uma maneira ou de outra. É bom ter planos novamente. É bom sentir que estou caminhando. Que estou seguindo em frente.

NOITE ADENTRO

06 outubro 2019



 Às vezes a euforia interior me faz pensar, pensar e simplesmente não conseguir desligar. Vontade de deitar, me aconchegar no travesseiro macio, no cobertor quente e simplesmente apagar. Adormorrer por horas e acordar no dia seguinte restaurada e pronta para o recomeço. Mas isto não faz parte do roteiro criativo de uma mente pensante como a minha, que é no silêncio da madrugada que se torna produtiva. Quando todos se vão é minha hora de chegar e os pensamentos desordenados, parecem brigar entre si para saírem da cabeça e ganharem forma no papel. Aliás, há muito não escrevo no papel! Digito vorazmente como se a penumbra e o silêncio do quarto fossem o combustível para as palavras. De fundo, o tic tac do relógio que até inspira. Quem escreve quer ser lido, mas as vezes sinto que transformar os sentimentos em textos que possam ser analisados depois por mim mesma, foi a forma que meu inconsciente encontrou para organizar os pensamentos. Devaneios, divagações, uma Lu que eu mesma às vezes desconheço, se revela a mim quando meus dedos encontram o teclado ou uma 'caneta e um pedaço de papel' como outrora já fazia. Meu silêncio. É a parte mais barulhenta em mim e ouví-lo,  me faz bem. Talvez este lado ainda tão desconhecido seja o melhor em mim… Não sei. Só sei que noite adentro, mais uma vez aqui estou em um momento íntimo e particular de auto conhecimento. E sentimentos contraditórios… 

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